Logística no segmento de Grocery (Supermercados)

VTEX Team

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Um dos grandes desafios das operações de e-commerce no nicho de grocery é o fulfillment, por sua diferença de armazenagem dos e-commerces comuns.

O fulfillment nada mais é do que o processo da análise dos pedidos, separação (picking), embalagem (packing) até o despacho das mercadorias. Neste artigo não abordaremos o fluxo do pedido, nem parametrizações do módulo logístico, apenas conceitos de operação:

Picking: Processo de separação de produtos na armazenagem, também conhecido por order picking.

Packing: Processo de embalagem final dos produtos por pedido, também conhecido por order packing.

Ausência do armazém

Na maioria das operações convencionais de e-commerce, temos um armazém que representa o estoque. Já na maioria das operações de grocery, esse armazém não é praticado devido à perecibilidade, rápido detrimento das mercadorias (validade) e a grande variedade do mix de produtos.

Neste contexto, para a existência de um armazém que represente o estoque é praticamente necessário o dobro do espaço físico e um grande fluxo de pedidos para escoamento antes do detrimento dos produtos. Para evitar esta custosa e complexa operação, os grocerys de modo geral, utilizam os próprios pdvs como fonte de estoque, ou seja, os produtos que estão nas gôndolas são os produtos que alimentam o estoque da loja virtual.

Porém há dois pontos fundamentais neste modelo:

  • A separação dos produtos é feito em meio aos clientes da loja física, sendo assim é necessário determinar horários de corte estratégicos, para que o produto não seja disputado entre os canais.

A melhor prática é realizar o picking em horários noturnos, onde o fluxo de clientes é infinitamente menor em estabelecimentos 24 horas, e nulo em estabelecimentos convencionais.

  • Existe a possibilidade do produto ser vendido na loja virtual, porém não estar mais disponível na gôndula para o picking, ou seja, o cliente da loja física comprou o produto entre os intervalos de separação.

A melhor prática é possibilitar que o cliente opte por produtos similares já no momento da compra. Ou seja, comprando um sabão em pó da marca x aceita receber um sabão em pó da marca y.

Há diversas possibilidades de tratar isso na loja virtual, as mais praticadas são através de “items attachment”, onde possibilitamos explicitar no carrinho de compras a aceitação do similar, ou até mesmo antes do carrinho, quando clicar em comprar o produto, abrir as possibilidades de quais produtos o cliente aceitaria em similaridade ao escolhido. Essa lista de produtos pode ser cadastrada em vitrines convencionais do cadastro do sku, como “similares”, “sugestões” ou “ acessórios” e associada aos items attachments.

Veja mais detalhes sobre attachments.

Caso o cliente revogue a aceitação de similaridade, basta realizar um change no pedido e criar um vale compras, que por sua vez pode ser automatizado através do sistema de gift-cards.

Picking por onda

A partir de volumes medianos (acima de 30 pedidos diários) o método de picking mais recomendado ao nicho de grocery é o chamado “por onda”. Este método é realizado em dois passos:

Agrupa-se todos os produtos porém sem distinção de pedidos. Reduzindo assim as movimentações dentre os endereçamentos das mercadorias.

Após a separação dos produtos, dirige-os em uma área onde os pedidos são montados.

  1. Agrupa-se todos os produtos porém sem distinção de pedidos. Reduzindo assim as movimentações dentre os endereçamentos das mercadorias.

  2. Após a separação dos produtos, dirige-os em uma área onde os pedidos são montados.

Pode-se realizar essas ondas por transportadora, rotas, docas ou lote.

Picking por onda lote favorece o Packing

Devido aos diferentes tipos de mercadorias vendáveis no grocery, podemos atribuir o picking “por onda lote” como o mais recomendado a este nicho. Este método nada mais é do que realizar as ondas separadamente por lotes, mais comuns: congelados, refrigerados, frescos, perecíveis, não perecíveis, enlatados e frágeis; confrontando os produtos dos respectivos pedidos após a separação. Assim podem-se determinar prioridades de corte na separação para não detrimento dos produtos. Recomenda-se a respectiva ordem cronológica de priorização:

  1. Enlatados
  2. Não perecíveis
  3. Perecíveis
  4. Frescos
  5. Refrigerados
  6. Frágeis
  7. Congelados

Além de ser imprescindível para a separação, o lote é muito importante no packing, uma vez que os tipos de lotes tem necessidades características e particulares:

1. e 2. (Enlatados e Não Perecíveis): Devem ser transportados em caixas de papelão, sem a necessidade de nenhum auxílio de aparatus. Exemplos: Bebidas, utensílios domésticos, limpeza, higiene pessoal, beleza pessoal, e etc.

3. (Perecíveis): Devem ser transportados em bolsas plásticas, preferencialmente separados em sacos plásticos, comumente usados em pesáveis. Exemplos: Farináceos, grãos, biscoitos, temperos, vegetais, contimentos e etc.

4. e 5. (Refrigerados e Frescos): Devem ser transportados em bolsas térmicas, em até 6 horas são conservados sem a necessidade de nenhum auxílio de aparatus. Exemplos: Massas frescas, carnes, aves, peixes, laticínios, frios e etc.

6. (Frágeis): Devem ser transportados em caixas de papelão revestidas de saco bolha, são conservados em até 6 horas. O máximo de cuidado neste lote é mais do que necessário. Exemplos: Ovos, Frutas, bomboniere, batatas etc.

7. (Congelados): Devem ser transportados em caixas térmicas, em até 6 horas são conservados com o auxílio de blocos de gelos, estes gelos devem estar preferencialmente em recipientes plásticos fechados para evitar o envolvimento com água e reaproveitamento do insumo. Exemplos: Sorvetes, sobremesas, empanados, pratos prontos, hambúrgueres, petiscos e etc.

Despacho, transporte e entrega

Ao final da “onda por lote” realiza-se o packing e o despacho acontece nas respectivas embalagens para transporte. Devido as diferentes embalagens que comportam o pedido, a distribuição em transportadoras comuns é praticamente impossibilitada, por isso os grocerys necessitam transportadoras dedicadas ou próprias.

No momento da entrega final, os produtos são retirados das suas respectivas embalagens e entregues em sacolas plásticas, com exceção das caixas de papelão e bolsas plásticas, que podem ser entregues ao cliente final.

Todos os descritivos acima são boas práticas, a assertividade de cada operação sempre é ditada pela segurança com rapidez.